sábado, 15 de maio de 2010

Ja me importei muito com o que os outros achassem de mim. Já tive muito medo de ser eu mesma, de usar as roupas que eu gosto, de ouvir as músicas que me agradam, de fazer as coisas que eu quero, por medo de que essa sociedade fútil em que vivemos, me julgasse. Já deixei de sair, me divertir, de falar com muitas pessoas por medo ou vergonha de que me achassem ridícula. Por muitas vezes duvidei, da minha própria capacidade, já cheguei a acreditar em tudo que me dissessem, até mesmo na palavra dos meus piores inimigos, já fui muito na ‘onda’ dos outros, aceitando tudo o que dissessem, sem expressar as minhas opiniões por medo de ser criticada. Por muitas vezes deixei grandes amores passarem por medo que alguém descobrisse e eu acabasse me prejudicando. Deixei de fazer muitas coisas por causa do meu medo imbecil. Tantas vezes soube de coisas e fingi que não sabia de nada, ouvi coisas calada, presenciei momentos comprometedores, mais nunca revelei nada a ninguém. E depois de tantas coisas passadas, só restou o profundo arrependimento.

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